A taxa acumulada no ano, até setembro ficou negativa, com 2,03%, assim como a dos 12 meses, que decresceu 1,66%; veja resultados de outros índices

Brasil Econômico

Inflação do IGP-10  da FGV acelera, ao passar de 0,17% em agosto  para 0,39% em setembro
shutterstock
Inflação do IGP-10 da FGV acelera, ao passar de 0,17% em agosto para 0,39% em setembro

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) divulgou nesta quinta-feira (14) uma variação de 0,39% percebida na inflação do Índice Geral de Preços – 10 ( IGP-10 ) em setembro. O resultado foi superior ao recuo de 0,17% de agosto e da taxa de 0,36% do mesmo mês do ano passado. A taxa acumulada no ano, até setembro, ficou negativa com queda de  2,03%, assim como a dos 12 meses, que decresceu 1,66%. Vale lembrar que o IGP-10 é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

Leia também: Abono salarial para nascidos em setembro começa a ser pago nesta quinta-feira

A FGV também apresentou a variação do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que ficou em 0,55% em setembro.  No mês anterior, o resultado foi de menos 0,42%. Os bens finais também registraram queda de 0,22%, ante o recuo de 1,22% de agosto. O principal contribuinte para o desempenho do índice foi o subgrupo combustíveis para o consumo, que passou de uma queda de 3,52% para 6,08%.

O índice relativo a Bens Finais (ex), calculado sem os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, também recuou, com 0,27%.  No mês anterior, a taxa decresceu 0,66%. Já o Índice bens intermediários variou 0,43%, frente a retração de 0,51% de agosto. A principal influência para o avanço foi exercida pelo subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de menos 1,07% para 3,87%. Enquanto o índice de Bens Intermediários (ex), obtido com a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou negativamente, em 0,07%.

O Índice do grupo matérias-primas brutas apresentou taxa de 1,67% no mês, ante a 0,72% de agosto. Contribuíram para a aceleração do grupo os seguintes itens: bovinos, ao passar de -1,97% para 7,19%, minério de ferro, de 9,14% para 11,60% e milho em grão, indo de -4,69% para 3,26%. Por outro lado, decresceram os itens soja em grão, ao recuar de 0,63% para 2,24%, leite in natura, de -1,91% para -7,18% e aves, de 3,47% para 0,67%.

IPC

O índice de Preços ao Consumidor (IPC) manteve-se estável no mês, sem registrar variações. Em agosto, a taxa foi de 0,34%. Seis das oito classes de despesas que integram o índice recuaram no período, sendo o grupo habitação o principal destaque, ao passar de 0,78% para -0,06%. Nesta classe de despesa, vale mencionar o desempenho do item tarifa de eletricidade residencial, que caiu de 4,45% para 0,28%.

 Leia também: Inadimplentes: Mais de 59 milhões de brasileiros têm contas em atraso

Outros grupos também apresentaram baixas: alimentação, indo de -0,41% para -0,91%, transportes, de 1,19% para 0,84%, comunicação, de 0,51% para -0,06%, saúde e cuidados pessoais, de 0,36% para 0,28% e despesas, ao passar de 0,08% para 0,02%. Nestas classes de despesa é importante destacar o comportamento dos itens hortaliças e legumes, que caiu de 0,06% para 10,52%, tarifas de ônibus urbano, que decresceu de 0,42% para 0,72%, tarifa de telefone móvel, de 0,70% para -0,11%, artigo de higiene e cuidado pessoal, de 0,34% para -0,41% e alimentos para animais domésticos, que retraiu de 0,82% para 0,21%.

Em contrapartida, houve alta no grupo educação, leitura e recreação, que passou de 0,14% para 0,82% e vestuário, indo de menos 0,47% para 0,12%. Os itens passagem aérea e roupas foram apontados como os destaques, ao passarem de respectivamente, -1,73% e -0,60% para 25,10% e 0,13%.

INCC 

Outro dado trazido na apuração da FGV foi a variação de 0,35% no Índice Nacional de Custo da Construção (INCC)  em setembro, ante ao 0,27%, do mês anterior. No que se diz respeito ao índice relativo a materiais, equipamentos serviços, a taxa foi de 0,44%. Em agosto, a taxa foi de 0,10%. Enquanto o índice que representa o custo da mão de obra variou 0,28% no mesmo período.

Leia também: Teto de gastos vai dificultar investimentos em projetos de inovação, diz Kassab

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.