Segundo pesquisa da FGV, indicador que mede interesse do setor industrial em investir teve queda de 2,8 pontos na comparação com trimestre anterior

Brasil Econômico

O Indicador de Intenção de Investimentos da Indústria registrou queda no terceiro trimestre deste ano. Segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (13) pela Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), o índice caiu 2,8 pontos na comparação com o trimestre anterior. O indicador que mede o interesse de empresas em investir agora está em 105,1 pontos, em uma escala de 0 a 200 pontos.

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Entre o segundo e o terceiro trimestre de 2017, houve redução na parcela de empresas da indústria com previsão de investir mais nos próximos 12 meses, passando de 25,6% para 21,1%. Ao mesmo tempo, a parcela de empresas com expectativa de investir menos também caiu, passando de 17,7% para 16%. Segundo a Ibre/FGV, este foi o segundo trimestre seguido em que a proporção de empresas prevendo investir mais superou as que projetam investir menos, algo que não ocorria desde 2014.

Segundo levantamento, baixo interesse da indústria com investimentos é explicado por incerteza com a economia
Arquivo/Agência Brasil
Segundo levantamento, baixo interesse da indústria com investimentos é explicado por incerteza com a economia

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A maior parte das empresas prevê uma estabilidade no nível de investimentos. De acordo com o levantamento, o grau de incerteza aumentou. As empresas incertas quanto à execução do plano de investimentos responderam por 27,3% do total no terceiro trimestre, seis pontos percentuais acima do registrado no trimestre anterior. O percentual de empresas certas de seus planos de investimentos também cresceu, mas em ritmo mais moderado, passando de 25% para 28,2% no mesmo período.

Para Aloisio Campelo Junior, superintendente de Estatísticas Públicas da Ibre/FGV, a queda do indicador retrata a dificuldade de acelerar investimentos em um cenário com alta ociosidade e incerteza. "O setor industrial coloca-se em compasso de espera por notícias que aumentem o grau de certeza quanto ao rumo da economia no horizonte de dois a três anos", analisa.

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"Essa postura pode ser ilustrada pela ocorrência de um recorde de empresas prevendo estabilização do ritmo de crescimento dos investimentos nos próximos meses apesar de a economia apresentar uma inequívoca tendência de aceleração no momento", afirma. A pesquisa coletou informações de 723 empresas do setor de indústria entre 3 de julho e 31 de agosto.

* Com informações da Agência Brasil.

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