Crescimento de coworking ou espaços compartilhados teve alta de 114% em relação a 2016; índice demonstra atualização das relações de trabalho

Brasil Econômico

Nos últimos anos, as empresas têm demonstrado maior interesse nos resultados em si do que na contagem de horas trabalhadas. Esse cenário que se desdobra em flexibilização, de acordo com a consultoria em RH, Luandre, já é uma realidade entre os profissionais de áreas administrativas e estratégicas e, notadamente em startups ou multinacionais dos segmentos de telecomunicações, tecnologia e farmacêutica.

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Flexibilização:
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Flexibilização: "A compreensão da empresa em relação às demandas pessoais de seus funcionários em vez de comprometer o trabalho gera satisfação entre os profissionais", diz especialista

"A flexibilização é, sem dúvida, uma nova política nas empresas e que vem dando certo", conta a gerente de unidade da Luandre, Juliana Constantino. "A compreensão da empresa em relação às demandas pessoais de seus funcionários, em vez de comprometer o trabalho, gera satisfação entre os profissionais, o que aumenta a retenção de equipe, melhora a produtividade e abre espaço para o engajamento de todos. Ou seja, propiciar um bom ambiente de trabalho é um cuidado que as empresas vêm tendo para obter melhores resultados e para não arcar com o alto o custo de desligamento", explica.

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Panorama

A especialista ainda avalia que em 2016, cerca de 2 mil vagas se encaixavam nesse perfil flexível, enquanto que neste ano o número subiu para 2240, ou seja, uma elevação de 12%, que deve ser ainda maior, uma vez que ainda falta três meses para 2017 acabar.

De acordo com a terceira edição do Censo Coworking 2017, o crescimento de coworkings  ou espaços compartilhados de trabalho teve alta de 114% este ano em relação a 2016, também demonstra essa atualização das relações de trabalho, pelo menos na cidade de São Paulo (SP) que representa 40% desse montante, e 62% nas capitais – ou cidades com mais de um milhão de habitantes.

Ainda de acordo com a pesquisa, 12% dos profissionais que ocupam esses espaços são da indústria criativa, incluindo comunicações e 4% focados na área de TI, segmentos em que a Luandre também percebe essa maior possibilidade de flexibilização de horários.

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