Na comparação entre maio deste ano e o mesmo mês de 2016, houve crescimento de 1,40% do Produto Interno Bruto brasileiro; entenda

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Prévia do PIB, medido pelo Banco Central, apontou queda de 0,51% no mês de maio e sinaliza que Pais ainda vive em recessão
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Prévia do PIB, medido pelo Banco Central, apontou queda de 0,51% no mês de maio e sinaliza que Pais ainda vive em recessão


O País ainda está em recessão. Essa é a conclusão do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) que apontou queda de 0,51% na economia em maio, na comparação com o mês de abril.  O indicador é considerado a previa do resultado do Produto Interno Bruto (PIB).

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Os dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Banco Central apontam ainda que ao se comparar o IBC-Br de maio deste ano com maio do ano passado, o indicador teve alta de 1,40%. Os dados são sem ajustes, uma vez que têm igual período para comparação.

Em 12 meses encerrados em maio, a retração ficou em 2,23% e no ano, em 0,05%. A queda do IBC-Br em maio acontece após um crescimento no mês anterior. Neste ano, o indicador registrou expansão em janeiro (+0,51%), fevereiro (+1,35%) e abril (+0,15%). Entretanto, recuou em março (-0,46%) e maio deste ano, quando caiu 0,51%.

Dados oficiais

É o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE ) que contabiliza os resultados oficiais para o PIB. No primeiro trimestre deste ano, de janeiro a março, a atividade econômica teve alta de 1%.  Já no ano passado, o PIB teve forte impacto da crise econômica e fechou em retração de 3,6%.

Segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles , a projeção oficial do governo é que o PIB tenha crescimento de 0,50% este ano e que a crise política vivida pelo atual governo não impede que a economia saia da recessão. O mercado financeiro não tem o mesmo otimismo e fala em PIB tímido, com alta de 0,34% este ano. O IBC-Br nem sempre acerta a previsão e os dados costumam ser bem distintos dos índices oficiais do IBGE. 

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O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo Banco Central para definir a taxa básica de juros, a Selic. Com o menor crescimento da economia, por exemplo,  haveria menos pressão inflacionária. Atualmente, a taxa Selic está em 10,25% ao ano e a estimativa do mercado é de que recue para 8,25% ao ano no fim de 2017. 

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