Rejeição do público pode ser tão grande que empresas são obrigadas a tirar das prateleiras video games e smartphones poucos meses após o lançamento

Brasil Econômico

Lançar novos produtos sempre é uma tarefa complicada para as empresas. Seja pelo fato dos consumidores já estarem acostumados com a versão antiga do item ou, simplesmente, por se tratar de um produto ruim, a rejeição do público pode ser tão grande a ponto de fazer um produto ser retirado das prateleiras meses após o lançamento. Em alguns casos, os projetos nem chegam a ser lançados.

Leia também: Uber, táxi ou carro: o que considerar ao escolher uma opção de transporte?

Da Coca-Cola até a Netflix, conhecida por apresentar uma série inovações para a área do entretenimento, passando por gigantes da tecnologia, como Apple e Samsung, praticamente todas as empresas lançaram, em algum momento de sua história, produtos que deixaram a desejar. Pensando nisso, o site "Business Insider" criou uma lista com alguns dos maiores fracassos lançados por grandes companhias. Confira:

Sony Betamax foi um dos produtos que ficaram para trás ao ser exclusividade de somente uma fabricante
Wikimedia Commons
Sony Betamax foi um dos produtos que ficaram para trás ao ser exclusividade de somente uma fabricante

1975 – Sony Betamax

A década de 1970 foi marcada por uma guerra entre dois formatos de vídeo: Betamax e VHS. Em 1975, a Sony cometeu um grande erro e decidiu investir em aparelhos de Betamax enquanto seus concorrentes optaram pelos leitores de VHS. Para piorar, a Sony manteve a exclusividade do Betamax, que apesar de ter qualidade superior, perdeu espaço simplismente pelo fato do VHS ser muito mais comum.

Com a Nova Coca-Cola, empresa tentou se aproximar da Pepsi, mas se tornou um fracasso após chegar às prateleiras
Reprodução/Flickr
Com a Nova Coca-Cola, empresa tentou se aproximar da Pepsi, mas se tornou um fracasso após chegar às prateleiras

1985 – Nova Coca-Cola

No início dos anos 1980, a Coca-Cola estava perdendo espaço para a Pepsi, que investia pesado em campanhas publicitárias. Como resposta, a Coca-Cola tentou criar um refrigerante que tivesse um sabor mais parecido com a Pepsi. Antes de ser lançado oficialmente, o produto se saiu bem nos testes, mas se tornou um fracasso após chegar às prateleiras. O desempenho fez a Coca-Cola abandonar a nova fórmula semanas depois do lançamento e voltar para sua tradicional fórmula.

Vários motivos fizeram o Apple Newton um desastre; o principal deles era o preço: o produto custava US$ 700
Reprodução/Flickr
Vários motivos fizeram o Apple Newton um desastre; o principal deles era o preço: o produto custava US$ 700

1993 – Apple Newton

O Newton é um ótimo exemplo de produto desenvolvido durante uma fase não muito próspera vivida antes da Apple se tornar a empresa mais valiosa do mundo. De acordo com a Forbes, o assistente digital foi um desastre por diversos motivos: era caro – custava US$ 700 –, não era compacto e tinha um péssimo sistema de reconhecimento de escrita à mão.

Jogos para Nintendo Virtual Boy não tinham uma boa interface e, em muitos casos, era melhor usar o console comum
Evan Emos/Wikimedia
Jogos para Nintendo Virtual Boy não tinham uma boa interface e, em muitos casos, era melhor usar o console comum

1995 – Nintendo Virtual Boy

O Virtual Boy foi uma grande aposta da Nintendo, em 1995, em uma tecnologia que estava se tornando mais acessível: a realidade virtual. O único problema do console é que ele não entregava o que prometia. Os jogos contavam com gráficos muitos simples e uma usabilidade voltada para os consoles comuns. No fim das contas, o Virtual Boy sequer chegou à marca de um milhão de unidades vendidas e ficou marcado como o produto de pior desempenho da Nintendo.

Garrafa fechada da Orbitz ainda pode ser encontrado em sites de vendas por valores que ultrapassam os R$ 100
Reprodução
Garrafa fechada da Orbitz ainda pode ser encontrado em sites de vendas por valores que ultrapassam os R$ 100

1997 – Soda Orbitz

Com visual semelhante ao de uma luminária de lava, a Orbitz tentava atingir o público infantil, ainda que não tivesse fosse uma bebida gostosa. Muitos chegavam a compará-la com xarope. Lançada em 1997, a soda saiu das prateleiras menos de um ano depois de chegar ao mercado. Para quem tem curiosidade, embalagens fechadas da Orbitz desta época ainda são vendidas em sites com o eBay e podem ser compradas por valores acima dos R$ 100.

Microsoft Zune foi desenvolvido para competir com o iPod, da Apple, mas não teve a mesma popularidade
Reprodução/Flickr
Microsoft Zune foi desenvolvido para competir com o iPod, da Apple, mas não teve a mesma popularidade


2006 – Microsoft Zune

O Zune foi desenvolvido para interromper a popularização do iPod, mas não chegou nem perto de alcançar este objetivo. Ao "Business Insider", o ex-gerente de negócios de dispositivos móveis e entretenimento da Microsoft, Robbie Bach, explicou o motivo para o Zune não ter dado certo. "Nós simplesmente não fomos bravos o suficiente e, honestamente, acabamos perseguindo a Apple com um produto que não era de todo ruim, mas ainda era um produto de uma perseguição, e não havia uma razão para alguém dizer: 'uau, preciso sair e comprar esta coisa'".

Lively foi uma tentativa do Google de competir com o Second Life; plataforma durou apenas quatro meses
Reprodução
Lively foi uma tentativa do Google de competir com o Second Life; plataforma durou apenas quatro meses


2008 – Google Lively

Por alguma razão, o Google achou que seria uma boa ideia competir com o Second Life, um mundo virtual que permite aos jogadores manterem interações sociais. O jogo perdeu boa parte de sua popularidade, mas ainda é mantido por uma base de usuários bastante engajada. Em julho de 2008, o Google lançou o Lively, sua versão do game que não teve o mesmo sucesso e teve uma vida ainda mais curta com a crise econômica vivida naquele ano. O projeto foi descontinuado em novembro de 2008.

Reed Hastings teve que desistir da Qwikster 23 dias depois de comunicar a mudança
Getty Images
Reed Hastings teve que desistir da Qwikster 23 dias depois de comunicar a mudança


2011 – Qwikster

Em setembro de 2011, o cofundador e CEO da Netflix, Reed Hastings, anunciou que a empresa separaria seu serviço de aluguel de DVDs por correspondência, até então bastante popular nos Estados Unidos. O serviço deixaria de ser parte da Netflix e passaria a ser identificado como Qwikster. A mudança causou uma série de críticas à empresa e Hastings foi obrigado a voltar atrás em seu anúncio 23 dias depois.

Leia também: Netflix: veja cinco documentários e filmes que ativarão seu lado empreendedor

Em outubro, a Netflix anunciou que deixou o plano de lado após o retorno dos consumidores. A partir daquele momento, o serviço de entrega de DVDs a domicílio continuaria a operar por meio de um site dentro da marca da Netflix. Segundo a empresa, 800 mil assinantes deixaram sua base no quarto trimestre de 2011. A queda foi explicada, em partes, pela fraca recepção com a novidade.

Facebook Home tornou a tela de bloqueio dos celulares uma bagunça; aplicativo teve baixa avaliação dos usuários
Reprodução
Facebook Home tornou a tela de bloqueio dos celulares uma bagunça; aplicativo teve baixa avaliação dos usuários


2013 – Facebook Home

Em 2013, o Facebook lançou o Home como uma tentativa de se tornar a tela inicial do seu smartphone. Em vez de exibir a tela de bloqueio padrão do aparelho, o programa mostrava as principais atualizações da rede social. Inicialmente, a ideia parecia boa, mas, na prática, tornou a tela uma bagunça completa, de acordo com análises da época. A avaliação dos usuários era parecida e o aplicativo tinha menos de três estrelas na Play Store, loja de aplicativos do Google. O resultado fez o Facebook realizar uma grande reorganização em seu quadro de funcionários, deixando de atualizar a plataforma desde dezembro de 2013.

Galaxy Note 7 precisou ser retirado de circulação após supostamente ter explodido um carro
Reprodução/Twitter
Galaxy Note 7 precisou ser retirado de circulação após supostamente ter explodido um carro


2016 – Galaxy Note 7

O smartphone da Samsung é o item mais novo da lista, mas ainda assim não fica atrás dos outros produtos. O Galaxy Note era um dos principais lançamentos da empresa para o ano, mas tinha um pequeno problema: poderia pegar fogo ou explodir a qualquer momento. O carro de um usuário teria explodido por conta de um aparelho defeituoso. Com o surgimento de casos semelhantes, o Galaxy Note 7 chegou a ser banido de voos e obrigou a Samsung a retirar toda a linha de circulação.

Leia também: Empreendedor alcança mais de 200 franquias vendendo soluções para o dia a dia

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.