Com queda de preços, indicador já acumula queda de 1,89% entre janeiro e junho; no acumulado para os últimos 12 meses, queda do IGP-M é de 0,72%

Brasil Econômico

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), usado como base para reajustes de contratos de aluguel registrou deflação, isto é, queda de preços, na segunda prévia de junho. Segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), a retração no período foi de 0,61%. O IGP-M já tinha registrado deflação de 0,89% na segunda prévia de maio.

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Com a nova queda de preços, o indicador que mede a inflação do aluguel , tem queda de 1,89% entre janeiro e junho. No acumulado para os últimos 12 meses, a retração é de 0,72%. Entre os subínidces que compõem o IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que analisa o varejo teve deflação de 1,16% na segunda prévia de junho.

Índice usado em contratos de aluguel tem queda de 0,61% na segunda prévia de junho, segundo o Ibre/FGV
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Índice usado em contratos de aluguel tem queda de 0,61% na segunda prévia de junho, segundo o Ibre/FGV

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No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de -1,45%. A taxa de variação dos Bens Finais passou de 0,11% para 0,20%. O principal responsável para este movimento foi o subgrupo de alimentos in natura, cuja taxa passou de -1,20% para 2,72%. A taxa de variação de Bens Intermediários passou de -0,08%, em maio, para -0,20%, em junho.

O destaque ficou com o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, que teve taxas de 0,86%, em maio, para 0,10%. Por fim, o índice relacionado às Matérias-Primas Brutas teve variação de -3,98% em junho. No mês passado, a taxa havia ficado em -4,81%. Os itens que mais contribuíram para o resultado foram o minério de ferro (de 16,22% para -13,67%), cana-de-açúcar (de -3,87% para -3,12%) e café em grão (de -3,92% para -0,78%).

Índice de Preços ao Consumidor

O Índice de Preços ao Consumidor permaneceu praticamente estável com alta de 0,01% na segunda prévia de junho, contra 0,23% no mesmo período do mês anterior. Seis das oito classes de despesas que compõem o índice registraram queda em suas taxas. A principal contribuição veio do grupo Habitação, que passou de 0,57%, em maio, para 0,19%, em junho. Nesta classe de despesa, vale mencionar o item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de 2,77% para 0,08%.

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Por outro lado, dois grupos tiveram acréscimo em suas taxas de variação: Educação, Leitura e Recreação, de -0,57% para 0,12%, e Despesas Diversas, de 0,31% para 0,39%. Nestas classes, o comportamento dos preços das passagens aéreas (de -18,19% para 6,76%) e tarifa postal (de 0,85% para 4,94%) tiveram as altas mais expressivas. A inflação do aluguel também leva em consideração o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) que apresentou alta de 1,33% no segundo decêndio de junho.

* Com informações da Agência Brasil.

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