Falta de pesquisa de mercado e confusão nas finanças pessoais e empresariais: conheça sete erros cometidos por empreendedores novatos

Brasil Econômico

Diferentes pesquisas já evidenciaram a abertura de um negócio como um dos maiores sonhos dos brasileiros. De acordo com um levantamento realizado no ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de cada 10 negócios abertos no País, seis fecham antes de completar cinco anos, evidenciando que em muitos casos, a determinação dos empreendedores não é o suficiente.

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Misturar as contas da empresa com as finanças pessoais é uma das falhas mais comuns cometidas por empreendedores iniciantes
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Misturar as contas da empresa com as finanças pessoais é uma das falhas mais comuns cometidas por empreendedores iniciantes

Com isso, o palestrante motivacional, especialista em vendas e consultor, Erik Penna, listou os sete erros mais comuns cometidos por empreendedores iniciantes, dando dicas para que os negócios prosperem e o sonho da empresa própria não se transforme em pesadelo.

1. Plano de negócios

De acordo com Penna, um erro muito comum é deixar a pesquisa de mercado de lado, além de não estudar as ações da concorrência e não estabelecer objetivos bem delineados.
Para ele, antes de abrir as portas, é importante pesquisar de forma aprofundada sobre tudo o que cerca o negócio, traçando assim, metas quantitativas para não começar mal a execução dos projetos.

2. Clientes 

Outro equívoco exposto pelo consultor é não planejar a comercialização, o que pode levar a escassez de clientes. “Se o cliente não vem, não fique esperando, seja proativo e vá em busca dele. Distribua panfletos, promova eventos, faça parcerias, divulgue na internet, visite empresas e órgãos públicos. Não adianta colocar um outdoor no porão. Faça os outros descobrirem seu ponto de venda”, explica.

3. Finanças

Misturar as contas da empresa com as finanças pessoais também pode ser uma falha que pode colocar tudo a perder. Por isso, é fundamental que exista uma separação, havendo um fluxo de caixa pessoal e outro para a instituição. A criação de uma planilha também pode ajudar na organização das contas a pagar e receitas. “Corte seus custos. E, a partir daí, vá renegociando as dívidas com instituições financeiras e fornecedores”.

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4. Burocracia

A falta de conhecimentos sobre o regime tributário, suas obrigações fiscais e controles internos também pode interferir no sucesso dos negócios.  Para o especialista, identificar o melhor tipo de regime tributário para a entidade, saber os impostos a pagar e incluí-los no cálculo de custo do produto, para trabalhar pagando o menos possível - dentro da lei – é de extrema relevância. Outro fator que pode contribuir é providenciar alguns relatórios com registros de entrada e saída de estoque e recursos, já que podem guiar as decisões e o rumo do próprio investimento.

5. Capacitação

Não reservar um tempo para a melhora contínua da empresa também foi apontado como um dos erros mais recorrentes. Por isso, invista na qualificação própria e da equipe. Cursos e treinamentos de temas como gestão, vendas e finanças podem ser alternativas viáveis para a capacitação e a potencialização dos resultados.

6. Diferencial

Às vezes o empreendedor fica tão imerso em seu cotidiano, que pode acabar se esquecendo de refletir sobre possíveis inovações e ações estratégicas de sua empresa. Para que isso não ocorra, o consultor ressalta a importância de reservar um tempo para pensar no futuro do negócio, nem que seja apenas alguns minutos, para que assim, o empresário consiga se organizar e diagnosticar seus diferenciais acerca da concorrência

7. Mitos

Excluir a ideia de ter um patrão e pensar que trabalhará menos também fazem parte dos equívocos. Para Erik Penna, os empreendedores não devem se esquecer de que o cliente é sempre o patrão do empresário. “Se prepare para trabalhar muito, mas não se esqueça de que será  extremamente recompensador perceber os resultados aparecerem. Essa é a grande motivação do empreendedor, mudar a vida dele e a dos outros para melhor”. 

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