Comércio foi o setor mais prejudicado com retração apresentada em março, com perde de 33,9 mil postos de trabalho; governo aponta para sazonalidade

Brasil Econômico

O Brasil voltou a perder vagas de emprego formal em março. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (20) pelo Ministério do Trabalho, o país fechou 63.624 postos com carteira assinada. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o resultado foi menos pior, já que, em 2016, houve retração de 118 mil vagas.

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Em fevereiro, o resultado havia sido positivo, com a criação de 35.612 vagas de emprego formais, o que levou o presidente a comemorar a retomada da criação de postos de trabalho após 22 meses consecutivos de queda. No entanto, no mês de março, o país apresentou uma queda de 0,17% em relação ao estoque do mês anterior. Foram registrados 1.261.332 admissões contra 1.324.956 demissões. No acumulado para o ano, há a queda de 64.378 postos.

Segundo ministro do Trabalho, governo esperava aumento no número de vagas de emprego com carteira assinada
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Segundo ministro do Trabalho, governo esperava aumento no número de vagas de emprego com carteira assinada

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Segundo o levantamento, o comércio foi o setor mais prejudicado pela retração de março, com perda de 33.909 postos de trabalho. Em seguida, estão os setores de serviços (-17.086 vagas), construção civil (-9.059 vagas), indústria de transformação (-3.499 vagas) e agricultura (-3.471 vagas). Em nota, o ministério do Trabalho afirmou que os resultados de março tradicionalmente sofrem influência de fatores sazonais negativos.

Um exemplo é o comércio varejista, que se apresenta negativo no terceiro mês do ano, mesmo em períodos de forte crescimento econômico. No entanto, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, afirmou que "o governo esperava uma trajetória ascendente, positiva, no número de vagas formais de trabalho, em razão do bom desempenho verificado em fevereiro". No entanto, os resultados gerais foram negativos.

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Nogueira afirmou que, "se não foi possível aumentar o número de postos de trabalho no mês, pelo menos indicadores apontam uma diminuição significativa no ritmo de redução do emprego". Apenas cinco estados registraram saldo positivo. Entre eles, estão Rio Grande do Sul (+5.236 vagas), puxado pelos setores da indústria de transformação e do comércio, e Goiás (+4.304 vagas), devido à expansão do setor da agropecurária. Em seguida, estão Mato Grosso do Sul (+1.245 vagas), Paraná (+1.126 vagas) e Tocantins (+124 vagas).

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