Em carta a pequena Alice Jacob explicou para varejista que gostava de carros e super-heróis mais não encontrou nada, só no setor de meninos da loja

Brasil Econômico

Que o consumidor é quem dita como uma empresa deve se comportar nos tempos atuais todo mundo já sabe. Mas quando uma criança tem o poder para isso é que a situação se torna ainda mais interessante, não é mesmo.  Uma carta publicada no jornal The Washington Post no mês passado fez a varejista GAP mudar as roupas vendidas em sua seção infantil.

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Menina de cinco anos pede para GAP fazer roupas sem distinção de gênero.
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Menina de cinco anos pede para GAP fazer roupas sem distinção de gênero.


A carta enviada pela mãe (Beth Jacob) da pequena Alice Jacob, de apenas cinco anos, questionava a GAP sobre a distinção de roupas para meninas e para meninos. A pequena Alice pediu a varejista que ela pudesse comprar produtos tão legais quanto os que são vendidos na seção de meninos da marca.

Na carta a pequena Alice questiona a empresa por só criar roupa rosa e de princesa para meninas, uma vez que ela adora super-heróis e carros. “Querida Gap. Meu nome é Alice e tenho cinco anos e meio. Eu gosto muito de camisetas legais como as do Superman e do Batman e também gosto bastante de camisetas de carros de corrida. Todas as camisetas da sua seção para meninas são cor de rosa ou de princesas. As dos meninos são bem mais legais, pois eles têm o Superman, o Batman, rock and roll e esportes. Como ficam as meninas que gostam dessas mesmas coisas como eu e minha amiga Olivia?”.

Beth, a mãe da criança, afirmou que não entende a sociedade estar em 2017 a ainda fazer distinção de gêneros, em especial em itens de moda. A consumidora também reclamou que existem marcas ditas “indies” com roupas lindas, porém são muito caras. Ao ver a frustração de sua filha, ela decidiu enviar a carta com os questionamentos de Alice.

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A pequena terminou a carta questionando a varejista e pedindo mudanças. Você pode fazer camisetas de meninas legais, por favor? Ou pode simplesmente fazer uma seção que não tem divisão entre meninos e meninas, seja apenas uma seção infantil?”.

Resposta

Quando a carta tornou-se publica, além da GAP, empresas de produtos licenciados decidiram responder a Alice. A DC Comics enviou uma carta para ela e agradeceu as sugestões, além de presenteá-la e seu irmão com diversos produtos de super-heróis. 

O CEO da varejista, Jeff Kirwan, também respondeu a garota por meio de carta. Ele explicou para pequena Alice que a empresa vende roupas com estampas de dinossauros, futebol e heróis na seção de meninas e a elogiou chamando-a de “garota muito legal e com grande senso de estilo”.

O CEO aproveitou para admitir que existe uma falha em relação ao estilo das roupas e se comprometeu a melhorar para atender aos pedidos da criança de cinco anos. “Você está certa, eu acho que podemos fazer um trabalho melhor e oferecer mais coisas. Eu conversei com nossos designers e eles vão trabalhar em coisas ainda mais divertidas que eu sei você gostará muito”.

Para compensar a pisada na bola com a pequena consumidora, a GAP enviou diversos produtos divertidos para Alice que fez mais um pedido: Ao invés de produtos da Bela (personagem da Disney), ela quer produtos da Fera, já que ele é “peludinho e muito parecido com o Chewbacca (personagem de Star Wars)”.

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