Após cinco anos servindo o Exército, Carlos Gil virou um exemplo de empreendedor quando conciliou a sua aptidão para mexer com aparelhos eletrônicos e a necessidade de fazer dinheiro; conheça o relato de sucesso

Depois de cinco anos servindo ao Exército Brasileiro, Carlos Alberto Mariano Gil, 30 anos, precisava se reinserir no mercado de trabalho. Foi fazendo cursos de informática que ele conciliou a aptidão para mexer com aparelhos eletrônicos e a necessidade de ganhar dinheiro. Há cinco meses, Gil saiu de um emprego em uma empresa área para empreender e garante: está mais contente e lucra mais.

“Eu sou microempreendedor individual (MEI) desde que lançaram a categoria. Eu conciliava o meu emprego com alguns serviços de assistência técnica que eu fazia por fora. Mas a demanda aumentou e eu senti que era hora de me dedicar integralmente a isso”, explica.

Gil é um dos participantes do programa Super MEI, do Sebrae-SP, que oferece capacitação para microempreendedores
Divulgação/Sebrae-SP
Gil é um dos participantes do programa Super MEI, do Sebrae-SP, que oferece capacitação para microempreendedores

Em parte, a crise o ajudou. Segundo ele, a clientela começou a se interessar mais em arrumar os aparelhos eletrônicos do que em comprar novos. Para atender a demanda, há cinco meses ele abriu a Work Computadores, que presta assistência para consertos de computadores, celulares e tablets, e também vende produtos para a internet.

Um dos primeiros passos foi se capacitar. Gil é um dos participantes do programa Super MEI, do Sebrae-SP, que oferece formalização e capacitação para empreendedores, com cursos de gestão e formação técnica gratuitos.

“Eu fiz o curso de técnicas de vendas no varejo. Antes, a gestão da empresa era bem bagunçada. Eu trabalhava bastante, mas o dinheiro nunca sobrava. O caixa era uma bagunça. O curso me ajudou bastante”, conta.

Agora, o empreendedor incluiu novos procedimentos na gestão do negócio. “Eu trabalho com computador mas não tinha controle de gastos e estoque nele. Eu lucrava e gastava, misturava pessoal e profissional. Agora eu sei o quanto gastei, tenho previsão de vendas e faturamento no computador e no próprio aplicativo que o Sebrae nos passa”, diz.

A dedicação em tempo integral ao novo negócios e os conhecimentos adquiridos já começaram a render lucros: se antes lucra cerca de R$ 1.500 mensais, hoje Gil já lucra mais de R$ 4.000.

“Estamos quase batendo o faturamento do MEI. Estamos em um escritório em um imóvel da minha mãe. A meta também é abrir uma loja em um local de bastante movimento e poder usar as técnicas de vendas e captação de clientes”, afirma o empreendedor.

Super MEI

O programa Super MEI, do Sebrae-SP, tem pilares na formalização e capacitação dos empreendedores e se divide em quatro etapas: formalização para quem ainda não está regularizado; cursos de gestão, envolvendo controle financeiro e vendas; formação técnica em instituições técnicas parceiras; e acesso ao mercado por meio de um aplicativo e um portal onde o empreendedor poderá oferecer seus produtos e serviços.

Os microempreendedores podem fazer inscrições para o Super MEI pelo site supermei.sebraesp.com.br
Divulgação/Sebrae-SP
Os microempreendedores podem fazer inscrições para o Super MEI pelo site supermei.sebraesp.com.br

O programa prevê 223 cursos, preferencialmente ministrados no período noturno, em 18 diferentes segmentos (como beleza, alimentação, construção civil etc), oferecidos pelas unidades do Centro Paula Souza, órgão do governo estadual responsável pelas Fatecs e Etecs, pelo Senac e Senai.

As inscrições para o Super MEI poderão ser realizadas pelo site supermei.sebraesp.com.br, pela Central de Atendimento 0800 570 0800 e nos Escritórios Regionais do Sebrae-SP.