7 principais motivos por que pessoas pedem demissão

Por Brasil Econômico |

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Dinheiro, colaboração... Saiba os argumentos mais frequentes entre os funcionários que desistem do emprego

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Há alguns motivos que são mais frequentes que outros na hora de pedir demissão
Reprodição/Ronsho
Há alguns motivos que são mais frequentes que outros na hora de pedir demissão

Há dezenas de razões pessoais por que funcionários desistem de seus empregos. Talvez eles tenham se decidido rodar o mundo ou começar um negócio próprio. Podem ter decidido mudar de área, quem sabe? Contudo, há alguns motivos-chave que são mais frequentes que outros, segundo apontou o site Business Insider.

O site aponta as sete motivações mais comuns após checar pesquisas recentes sobre rotatividade de empresas. Veja:

1. Querem mais dinheiro

Pode parecer óbvio, mas dinheiro motiva as pessoas. De acordo com um estudo recente do Consórcio Internacional de Pesquisa de Desenvolvimento de Executivos (ICEDR), o pagamento injusto e compensações estão entre as razões mais usadas por homens e mulheres com média de idade de 30 anos deixam seus empregos.

Além disso, apontaram que as mulheres são mais propensas a dizer que estão deixando o trabalho porque encontraram outra oportunidade melhor remunerada: 65% delas contra 56% deles.

2. Falta de oportunidade de aprendizado e crescimento

O mesmo estudo da ICEDR descobriu que a principal motivação para os homens desistirem do seu emprego é a falta de oportunidades de aprender e crescer dentro da empresa. Pelo menos 65% deles citam essa questão na hora de desistir. Outra pesquisa também apontou que 71% dos millennials que pretendem deixar seus empregos nos próximos dois anos estão insatisfeitos com a forma como suas habilidades de liderança estão sendo desenvolvidas.

3. Não há nenhum sentido de “propósito maior”

Termos como “propósito” podem soar bobo, mas é verdade que os empregados valorizam a chance de fazer contribuições positivas ao mundo: estudos mostram que o “gap” entre os funcionários millenials e seus empregadores sobre esses valores pode explicar a falta de conexão entre as oportunidades que o mercado oferece e as oportunidades que os trabalhadores desejam.

Para se ter uma ideia, uma pesquisa revelou que, entre os planos dos millennials que planejam permanecer no seu trabalho atual pelos próximos 5 anos, 88% disseram que estavam satisfeitos com o senso de propósito da empresa.

Segundo o presidente da Deloitte David Cruickshank, as empresas podem começar a fechar esta “lacuna de propósitos”, captando os pontos fortes dos empregados para e dando a geração dos Millennials a oportunidade de participar na mudança social. Por exemplo, algumas empresas de Londres já começaram a investir em programas de extensão com escolas locais desfavorecidas, ajudando os alunos a desenvolver habilidades que irão torná-los mais empregáveis.

4.  Há “colaboração” em demasia de funcionários

“Colaboração” pode soar como algo grandioso – como quando todo mundo colabora com seu conhecimento e habilidade para ajudar no sucesso da empresa. Porém, pesquisas mostram que o lado negativo da colaboração acaba influenciando empregados a desistirem dos cargos. Qual é ele, afinal? A maior demanda de trabalho para uma mesma pessoa que, por suas habilidades, torna-se “insubstituível” à empresa.

O excesso de trabalho é bastante comum no mundo corporativo – muitas vezes, um mesmo funcionário recebe demandas de diversos departamentos. Os líderes seniores ajudam a resolver este problema ao reavaliar reuniões de grupo e decidindo se a entrada de todos é realmente necessária. Também podem orientar os mais sobrecarregados a priorizar pedidos e dizer "não" quando necessário.

5. A empresa não facilita a colaboração entre colegas de trabalho

Nem de mais, nem de menos. A colaboração de cada funcionário deve ter a medida correta para o bom funcionamento da empresa. Em 2015, a EY descobriu que uma das cinco razões para que funcionários desistam do cargo está o ambiente que desencoraja a colaboração entre colegas de trabalho. Em todo o mundo, 71% das pessoas citaram que este problema é um fator relevante na hora de decidir sair da empresa.

6. Chefes que não valorizam o trabalho

Todo mundo gosta de ouvir que está fazendo um bom trabalho. Na verdade, metade dos entrevistados em 2013 da “CareerBuilder” disse que o reconhecimento – seja na forma de prêmios, aumento do salário, viagens etc – é uma das coisas que faz com que permaneça no seu emprego. Uma especialista americana, Cameron Morrisey, já escreveu sobre a importância de gerentes e chefes se questionar se estão dando o valor merecido a sua equipe.

Algumas perguntas que podem ser feitas: estou ouvindo o feedback dos meus empregados? Eles estão me dando feedback positivos? Eles tão mostrando interesse e motivação? Eles estão empoderando a empresa, fazendo mais do que o básico?

7. Horas extras intermináveis

A mesma pesquisa EY mencionou que as horas excessivas de trabalho estão entre as razões mais citadas pela desistência. Assim, é sábio da parte dos chefes em manter o controle sobre horas trabalhadas de seus funcionários, ou então correm o risco de perdê-los.

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