Comércio abre 2016 com queda de quase 10%, aponta Serasa

Por iG São Paulo |

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Esta é a maior retração interanual do comércio varejista desde abril de 2002, quando o setor apresentou queda de 11,2%

O movimento dos consumidores nas lojas de todo o País caiu 9,6% em janeiro deste ano na comparação com o mesmo mês de 2015. O número é do Serasa, que destaca essa como a maior retração interanual do comércio varejista desde abril de 2002, quando houve queda de 11,2%.

Com exceção do segmento de combustíveis e lubrificantes, todos os segmentos tiveram queda
Arquivo/Agência Brasil
Com exceção do segmento de combustíveis e lubrificantes, todos os segmentos tiveram queda


Em relação ao mês de dezembro do ano passado, já efetuados os ajustes sazonais, a retração da atividade varejista em janeiro de 2016 foi de 1,1%. Segundo os economistas da Serasa, a forte retração do movimento dos consumidores no comércio neste primeiro mês do ano prenuncia que, a exemplo do que foi o ano passado, 2016 deverá ser mais um ano de dificuldades para a atividade varejista.

Desempenho mensal e interanual do comércio, dividido por segmentos
Divulgação/Serasa
Desempenho mensal e interanual do comércio, dividido por segmentos


O segmento de combustíveis e lubrificantes foi o único que cresceu, com avanço de 3,8%. Todos as demais áreas do varejo nacional registraram retração no primeiro mês de 2016 em relação a janeiro do ano passado: veículos, motos e peças (-20,4%); tecidos, vestuário, calçados e acessórios (-15,3%); móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática (-13,1%); supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-6,7%); material de construção (-2,4%).

Já na comparação mensal, de dezembro do ano passado para o mês passado, as variações mensais foram um pouco melhores: supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-1,0%); combustíveis e lubrificantes (-0,2%); tecidos, vestuário, calçados e acessórios (-0,4%); veículos, motos e peças (3,0%); móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática (3,9%); material de construção (4,3%).

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