Com menor volume negociado em 5 anos, Brasil exporta mais que importa em janeiro

Por iG São Paulo * |

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Desde 2011 o saldo exportador era negativo no primeiro mês do ano; vendas externas continuam registrando quedas

A balança comercial brasileira teve superávit (exportações maiores que importações) de US$ 923 milhões em janeiro. Os dados divulgados nesta segunda-feira (1) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior mostram ainda o primeiro superávit para o mês em cinco anos. O último saldo positivo no período havia sido registrado em janeiro de 2011 (R$ 397,1 milhões).

Média diária importada foi US$ 516 milhões, uma queda de 35,8% sobre janeiro do ano passado
Tânia Rêgo/Agência
Média diária importada foi US$ 516 milhões, uma queda de 35,8% sobre janeiro do ano passado

Apesar do saldo positivo e de se tratar do melhor resultado para janeiro desde 2007, quando houve superávit de US$ 2,5 bilhões no mês, os números mostram uma desaceleração do volume negociado no comércio exterior. O saldo do primeiro mês do ano resulta de US$ 11,246 bilhões em exportações e US$ 10,323 bilhões em importações, quantias bem menores do que os US$ 13,704 de exportações e os US$ 16,873 de importações em janeiro de 2015.

A média diária exportada neste primeiro mês do ano, que corresponde ao volume financeiro por dia útil, ficou em US$ 562,3 milhões. Houve queda de 26,3% em relação a dezembro e de 13,8% na comparação com janeiro do ano passado. Já a média diária importada foi US$ 516 milhões, o que significa aumento de 7,7% frente à dezembro e queda de 35,8% sobre janeiro do ano passado.

Nova metodologia

Os dados da balança comercial deste mês têm como base uma nova metodologia. A partir de agora, a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, responsável pelos dados, vai usar a Classificação por Grandes Categorias Econômicas para os produtos, em vez da Classificação Segundo o Uso e Destino Econômico.

Segundo o ministério, as mudanças não alteram os valores de exportação, importação e, consequentemente, do saldo comercial. O objetivo da alteração é igualar a classificação usada para balança à utilizada por organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU) e também pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

*Com informações da Agência Brasil

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