Barbosa: Controle da inflação é prioridade do governo em 2016

Por Agência Brasil |

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Após balanço constatar que 2015 teve a maior inflação desde 2002, ministro da Fazenda reafirma compromisso de trazer a inflação novamente ao centro da meta até o fim de 2017

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Barbosa: governo vai adotar ações para o reequilíbrio fiscal e aumento da produtividade da economia
Marcos Oliveira/Agência Senado - 17.9.15
Barbosa: governo vai adotar ações para o reequilíbrio fiscal e aumento da produtividade da economia

O controle da inflação é prioridade para o governo em 2016, afirmou na noite desta sexta-feira (8) o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Em nota oficial, o ministro assegurou o compromisso da equipe econômica com o ajuste fiscal para ajudar o Banco Central a levar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de volta para o centro da meta, 4,5%, em 2017.

“O controle da inflação é uma prioridade do governo, e o Banco Central do Brasil está empenhado em adotar as medidas necessárias para alcançar o centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional até o final de 2017. Nesse processo, o Ministério da Fazenda contribuirá no combate à inflação mediante a adoção de ações para o reequilíbrio fiscal e para o aumento da produtividade da economia”, divulgou o ministro.

Mais cedo, o Banco Central (BC) divulgou uma carta aberta ao Ministério da Fazenda justificando o estouro do teto da meta, de 6,5%, em 2015. Índice oficial de preços, o IPCA fechou o ano passado em 10,67%, no maior nível desde 2002 (12,53%). A última vez em que o BC tinha enviado o documento tinha sido em 2003, quando o índice tinha fechado o ano em 9,30%.

Os dados relativos ao IPCA foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo com a desaceleração de novembro para dezembro, a taxa do último mês de 2015 foi a mais alta para o mês de dezembro desde os 2,1% registrados em dezembro de 2002. Em 2014, o IPCA fechou o ano em 6,41%, ficando abaixo do centro da meta fixada pelo Banco Central, de 6,5%.

O IPCA se refere à alta de preços que afeta famílias com rendimento entre um e 40 salários-mínimos e abrange 11 das principais regiões metropolitanas do país (Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Vitória e Porto Alegre, Brasília), e os municípios de Goiânia e Campo Grande.

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