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Presidente do Banco Central citou que Brasil tem um nível robusto de reservas internacionais

Agência Estado

O Brasil está pronto para enfrentar a mudança da política monetária dos Estados Unidos, afirmou o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, a investidores em Nova York, nesta quarta-feira (25). "O País está preparado para enfrentar a transição para um ambiente de política monetária mais normal", disse, em sua apresentação.

-Veja também: ministro da Fazenda pede que BC dos EUA retire estímulo de maneira ordenada

O dirigente citou que o Brasil tem excelentes fundamentos externos, incluindo um nível robusto de reservas internacionais e um sistema financeiro sólido, com bancos capitalizados, líquidos e com provisões para devedores duvidosos. Ainda sobre os bancos brasileiros, Tombini frisou que dependem pouco do capital externo para financiar suas operações, por isso estão menos vulneráveis.

Alexandre Tombini:
Valter Campanato/ABr
Alexandre Tombini: "O Banco Central atuou de forma correta para mitigar riscos."

Além dos bons indicadores e do sistema financeiro, Tombini reiterou que o BC atuou de forma bem-sucedida no mercado para minimizar as turbulências geradas pela expectativa de mudança da política americana. "O Banco Central atuou de forma correta para mitigar [suavizar]riscos", disse, observando que o câmbio flutuante é a primeira linha de defesa.

Tombini ressaltou que, mesmo depois do dia 22 de maio, quando o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, sinalizou pela primeira vez que os estímulos monetários poderiam começar a ser retirados, os fluxos de capital continuaram fluindo para o Brasil e até aumentaram.

Na semana passada, com a decisão do Fed de adiar a retirada de parte dos estímulos, Tombini mencionou que o BC ganhou parte do terreno, com o real voltando a se apreciar.