Greve dos bancários continua nesta sexta em todo o País, sem previsão de fim

Segundo nota divulgada pelo Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, já no primeiro dia 6.145 agências aderiram ao movimento em território nacional

Marcela Lima | - Atualizada às

J. Duran Machfee/Futura Press
Agência do Banco do Brasil Estilo, na avenida Paulista, em São Paulo (SP), fechada na manhã desta sexta-feira (20)

A greve dos bancários  continua em todo o País nesta sexta-feira (20), sem um fim próximo ou uma previsão de acordo. Segundo nota divulgada pelo Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, já no primeiro dia 6.145 agências aderiram ao movimento em todo o País, 1.013 (19,7%) a mais que no primeiro dia da greve do ano passado.

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osaco e Região estima que mais de 18 mil trabalhadores tenham participado das paralisações ontem. “Os bancos alegam que não podem atender nossas reivindicações por conta de uma economia com crescimento mais lento. Mas o setor bancário é o que tem maior rentabilidade no País e teve um lucro no semestre de quase R$ 30 bilhões”, disse Juvandia Moreira, presidente da instituição.

A próxima assembleia na cidade de São Paulo acontece na segunda-feira (23), na Quadra dos Bancários, a partir das 17h. Durante o encontro, a categoria decidirá sobre os rumos do movimento. Na terça-feira (24), está prevista uma manifestação na Avenida Paulista, a partir das 16h.

Veja também: Greve dos bancários: saiba como garantir o atendimento

Em Belo Horizonte, a situação é a mesma. Hoje, às 12h, houve uma reunião na capital mineira; os funcionários se concentraram em frente à agência Século da CAIXA, na praça Sete. De acordo com o Sindicato do Bancários de Belo Horizonte e região, cerca de 35% das unidades de trabalho e agências da Caixa Econômica e do Banco do Brasil fecharam as portas, além de 65 unidades de bancos privados.

Em Porto Alegre, onde é feriado da Revolução Farroupilha, a data comemorativa não deve afetar o movimento, que também continua por tempo indeterminado, segundo Mauro Salles, presidente do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região.

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) lamenta a posição dos sindicatos e diz, em nota, que essa atitude causa transtorno à população. 

Entenda a greve 

Nesta quinta-feira (19), bancários de todo o Brasil pararam os serviços, sem previsão de volta ao trabalho. Segundo nota divulgada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, a categoria entregou a pauta com as reivindicações no dia 30 de julho.

No entanto, após quatro rodadas de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), não houve acordo para o reajuste de salários – a classe bancária pede um aumento de 11,93% (aumento real de 5%), mas os bancos propõem 6,1% (sem aumento real). Além disso, os bancários reivindicam uma melhoria na participação dos lucros e uma melhor condição de trabalho – e reclamam de recentes demissões.


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