PIB paulistano seria 36º colocado entre todos os países do mundo, diz estudo

FecomercioSP coloca cidade com riquezas maiores que Portugal, Finlândia e Hong Kong. Dentro da própria economia brasileira, a cidade é dona de 12% do PIB

iG São Paulo | - Atualizada às

Cidade mais rica e populosa do País, São Paulo é detentora de um Produto Interno Bruto (PIB) próximo de R$ 450 bilhões (dado de 2010, divulgado pelo IBGE) e se fosse um país seria a 36ª economia mundial, segundo estudo produzido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

- Veja mais notícias da capital paulista e região metropolitana no site iG São Paulo

A cidade ficaria à frente de países como Portugal, Finlândia e Hong Kong. Na conversão cambial (câmbio médio de 2010 - US$ 1 = R$ 1,76), o produto interno paulistano avançou para 252 bilhões de dólares.

Futura Press
Se fosse uma unidade federativa, a cidade de São Paulo só ficaria atrás do Estado de São Paulo

O levantamento da entidade compara o tamanho da economia paulistana em relação a outros países, estados e regiões, destacando a importância do município. Os dados baseiam-se nos números do PIB dos municípios de 2010, publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dados internacionais divulgados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Diferentemente da maioria das cidades e regiões brasileiras que concentram suas atividades econômicas em setores como petróleo, comércio exterior, mineração, agrícola, entre outros, São Paulo agrega as mais diversas atividades econômicas, o que reduz os riscos para a cidade em casos de turbulências financeiras.

A economia paulistana, quando comparada com os países da América Latina, permaneceu na mesma colocação do que em 2009, em quinto lugar. Entretanto se aproximou ainda mais da Colômbia e Venezuela, quarta e terceira colocadas, respectivamente.

O PIB da cidade de São Paulo representa cerca de 70% da economia da Argentina, 85% da Venezuela e 90% da Colômbia. Além disso, seu PIB é cerca de 17% maior do que o produto interno do Chile e quase duas vezes a soma dos quatro países entre a oitava e décima primeira colocação (que somam 138 bilhões de dólares).

O PIB da cidade de São Paulo também foi comparado com o dos 50 estados americanos, mais a capital Washington. Se a cidade de São Paulo fosse um estado norte-americano, estaria a frente de 31 desses estados. Em relação a 2009, houve um ganho de cinco posições da economia paulistana se fosse um estado americano. A explicação está no processo de crescimento mais acentuado aqui no Brasil (7,5%) do que visto nos Estados Unidos (2,9%), em 2010.

Dentro da própria economia brasileira, o PIB paulistano representa 12% do nacional. Entre as regiões, a economia paulistana representa 21% do PIB da região Sudeste, 65% da Sul e 87% da Nordeste. O PIB de São Paulo é ainda 27% maior do que o PIB do Centro-Oeste e quase duas vezes e meia o da região Norte.

Na comparação entre os estados, a cidade de São Paulo, se fosse uma Unidade Federativa, seria o segundo mais rico, atrás somente do próprio estado de São Paulo. A cidade está R$ 36,4 milhões à frente do estado do Rio de Janeiro, que ocupa a terceira posição do ranking.

Cálculos feitos através das informações da Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE, que apresenta o potencial de consumo das regiões e por faixa de renda, aponta que as famílias paulistanas gastam em média por mês em despesas de consumo praticamente o mesmo de todas as famílias do estado carioca e mais de duas vezes o consumo das famílias da região Norte. A classe A paulistana, por exemplo, despende 98% do valor que todas as famílias do estado de Pernambuco consomem.

A FecomercioSP destaca que, entre outros números oficiais da SPTuris, São Paulo sedia 38% das cem maiores empresas privadas de capital nacional, 63% dos grupos internacionais instalados no Brasil e 17 dos 20 maiores bancos. A cidade recebe cerca de 12 milhões de visitantes por ano, sendo que 56,1% deles vêm para São Paulo a negócio. O município ainda conta com 12,5 mil restaurantes, 42 mil apartamentos, 160 teatros, 260 salas de cinema e 110 museus.

São Paulo também realiza 90 mil eventos por ano, um a cada seis minutos, sendo sede do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1 (R$ 230 milhões), Parada GLBT (R$ 189 milhões), Fórmula Indy (R$ 126 milhões), Salão do Automóvel (R$ 125,5 milhões) e Bienal de São Paulo (R$ 120 milhões).

De acordo com a Assessoria Técnica da FecomercioSP, no próximo estudo, com dados referentes a 2011, São Paulo deverá apresentar nova melhora no ranking, porém variando menos que em 2010. Isso por causa do crescimento nacional de 2011 de apenas 2,7%, ou seja, valor inferior aos 7,5% vistos em 2010. A questão cambial também pode contribuir para brecar a variação de 2011, já que o real se valorizou em uma velocidade inferior do que foi visto entre 2009 e 2010.

Leia tudo sobre: igspsão paulopibfecomerciosp

Notícias Relacionadas


    Mais destaques

    Destaques da home iG