A condessa que trabalha

"As pessoas arregalam um olhão quando digo que trabalho", diz Marlene Nicolau, namorada de Chiquinho Scarpa, que comemora o crescimento de 60% na receita da Microcamp-SP

Pedro Carvalho - iG São Paulo |

Divulgação
Marlene Rito: 30 escolas, 60 mil alunos e esforço para mostrar que não é somente uma socialite

Na semana passada, uma festinha animou o escritório da Microcamp-SP, na Av. Paulista.

Fazia um ano que a rede de ensino de idiomas e informática teve a administração "fatiada" em duas, após o divórcio entre o fundador Eloy Toffi e Marlene Rito Nicolau. A empresária, que agora namora Chiquinho Scarpa, ficou com as 30 escolas de São Paulo e da Baixada Santista.

A festa tinha dois motivos.

Primeiro, servia para celebrar o fato de que o negócio suportou bem o primeiro ano após a divisão administrativa. "Não quisemos sacrificar a empresa por causa da nossa separação. A gente manteve a empresa inteira, mas eu administro a minha parte e ele, a dele ( o restante da holding Microcamp, que tem 160 escolas e é sediada em Campinas ). Nisso, a nossa separação foi muito bacana", diz Marlene.

"Tive que remontar a parte administrativa e contábil. Tudo que é novo causa medo, mas tem dado certo", afirma. "Foi um momento de união na empresa. Eu chamei todos os funcionários e a gente chegou à conclusão que queria ir para a frente. As pessoas acreditaram muito no momento", diz.

Além disso, a reunião comemorava uma alta (segundo Marlene) de 60% no faturamento da Microcamp-SP, ao longo desse primeiro ano – os valores, a empresária não quis revelar, mas se estima que a holding irá faturar mais de R$ 200 milhões em 2012. "Conseguimos cerca de 10 mil novos alunos ( agora são 60 mil ). Mas isso não foi a principal causa do lucro maior. Começamos a trabalhar de forma mais eficiente, evitando desperdícios”, afirma.

Marlene não inaugurou novas unidades desde que assumiu a presidência da Microcamp-SP, mas diz que isso deve acontecer a partir de janeiro. "Em 2013, vamos voltar a abrir escolas. Não sei quantas. A gente espera uma começar a dar lucro para abrir outra. Mas quero voltar a ter minhas 60", afirma, citando dado pré-divórcio. 

"Sofre com o rótulo"
Se os negócios não preocupam, Marlene parece incomodada com o fato de muitas vezes ser vista como "apenas" socialite. No início da semana, a assessoria de imprensa da empresária mandou um email para as redações, no qual se lia que ela “sofre com o título de madame e socialite”.

"O que incomoda é o rótulo. Ser socialite não me incomoda, mas as pessoas acham que não faço nada, que tenho uma vida de condessa glamorosa. E até tenho. Acho que tenho o melhor de dois mundos: uma empresa que amo e uma vida social maravilhosa", diz Marlene.

"Tenho uma vida de socialite fantástica, a gente tem todos os convites, amigos bárbaros, uma vida super privilegiada. Quando falo para as pessoas que trabalho, elas arregalam um olhão", afirma a empresária. "Eu chego no trabalho às 8h30 e saio 18h", diz.

Para afastar a imagem de "madame", a empresária teria recusado um convite para participar da segunda edição do reality show "Mulheres Ricas" (TV Bandeirantes). Segundo a assessoria de Marlene, a produção fez o convite, mas ela declinou para "evitar o rótulo de fútil, uma vez que trabalha com educação".

Apesar dos esforços, ela sabe que sua vida de socialite quase sempre vai despertar mais interesse que a rotina de empresária. "Tenho 10 mil seguidores no Facebook. Quando posto uma foto do trabalho, cinco pessoas 'curtem'. Se posto uma foto numa festa, 200 curtem", diz Marlene. "Acho que ficam decepcionados quando sabem que a 'condessa' trabalha", diz.

A festinha da Microcamp-SP, na semana passada, foi um sinal de que a vida corporativa de Marlene é mesmo diferente das festas, viagens e recepções que frequenta com o namorado conde. "Não teve nenhum glamour, foi bem coisa de escritório mesmo. Teve cara de happy hour".  

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