Barclays será reformado após escândalo da Libor, diz novo presidente do banco

Segundo Antony Jankins, na próxima semana acontecerão reuniões para debater valores e metas, objetivos e métricas para os acionistas, clientes e toda a instituição

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"Vou reformar o Barclays após o escândalo da Libor", disse neste domingo o presidente do banco britânico, Antony Jenkins, em palestra para 1.300 jovens líderes de 180 países reunidos em Pittsburgh, nos EUA, para a conferência anual da organização One Young World (OYW).

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Jenkins, que assumiu a presidência do Barclays após a renúncia da diretoria do banco quando o escândalo de manipulação da taxa Libor veio à tona, em 28 de junho deste ano, afirmou que leis e regulação não podem substituir o comportamento ético que é exigido de grandes organizações. "Há uma diferença fundamental, na minha opinião, entre lucros de curto prazo e valor para o acionista. O valor do acionista vem da sustentabilidade do negócio, em termos gerais."

Segundo Jenkins, a instituição está passando por um processo de redefinição de suas finalidades. "Na próxima semana, vamos nos reunir para debater nossos valores e definir metas, objetivos e métricas para nossos acionistas, nossos clientes e toda a instituição. Vamos concluir esse processo até o fim deste ano", disse Jenkins.

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Em uma sessão que discutiu ética nos negócios, o presidente do Barclays reconheceu que atualmente não pode afirmar que o banco britânico tenha um objetivo que seja único para toda a organização. "Grandes organizações têm de assumir a responsabilidade por seu próprio comportamento e por suas ações, e eu acredito que negócios que operam de forma ética serão mais bem-sucedidos", afirmou.

Jenkins, um funcionário de carreira do Barclays desde 1983 e que assumiu a presidência da instituição em agosto deste ano, relatou que acompanhou a reação ao escândalo de manipulação da taxa Libor na sequência da crise financeira global de 2008 por meio de um telão onde acompanha menções ao banco no microblog Twitter.

"No dia seguinte ao escândalo, tínhamos dez mil menções na tela e aumentando tão rapidamente que não conseguíamos acompanhar os comentários", afirmou. Esse, disse, é um exemplo "visível e tangível do que acontece quando uma empresa não serve a todos os seus acionistas". Agora, acrescentou, "preciso colocar minhas palavras em prática e vocês podem me cobrar por isso".

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