Economista-chefe do FMI prevê que crise vai durar até 2018

Olivier Blanchard afirma que será preciso uma década para superar a crise financeira começou em 2008 e adverte que reduzir demais a dívida pode afogar a economia

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O economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Olivier Blanchard, acredita que será preciso uma década para superar a crise financeira e econômica que começou em 2008 e adverte que reduzir demais a dívida pode afogar a economia. "Ainda não podemos falar de uma década perdida, mas desde a explosão da crise, deverá passar, pelo menos, dez anos para que a economia mundial saia dela", disse Blanchard em entrevista publicada nesta quarta-feira pelo portal econômico húngaro "portfolio.hu".

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O responsável pelo FMI explicou que o elevado nível da dívida em muitos países da Europa é algo perigoso, porque poderia levar os Estados a terem que declarar falta de pagamentos. "É inquestionável que devemos reduzir a dívida", afirma. Neste sentindo, o economista pede que cada país encontre seu ritmo adequado para reduzir a dívida e adverte que se a velocidade baixar muito, poderá afogar a economia.

Ao mesmo tempo, o economista disse que "não é somente necessário, mas aconselhável que a inflação da Alemanha seja mais alta", o que aumentaria os salários reais da população e, assim, seu poder aquisitivo.

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Se o Banco Central Europeu (BCE) quer manter seu objetivo para a inflação em 2% enquanto os ajustes são aplicados, nos países centrais a porcentagem deveria ficar acima desse marcador, enquanto na periferia europeia teria que estar abaixo.

Segundo Blanchard, esta política não representa provocar uma hiperinflação, já que o equilíbrio será mantido "graças às condições gerais da demanda e o compromisso do BCE com a estabilidade dos preços". Com relação à zona do euro, Blanchard considera importante que seja realizada a união fiscal e bancária para decidir "dar um passo para frente ou para trás".

"O fato é que não dá seguir da mesma maneira que está agora. Não acho que haja alguém que queira dar um passo para trás", ressaltou.

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Blanchard também lembra que, apesar da atenção estar voltada para os problemas da Europa, outras regiões do mundo também enfrentam grandes desafios. Os problemas orçamentários dos EUA, os ajustes nas contas pública japonesas e o arrefecimento do crescimento na China são alguns dos problemas mencionados pelo economista do FMI.

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