IGP-DI impactou despesas com juro de governos regionais

Alta no índice de inflação utilizado para indexar a dívida dos Estados elevou em cerca de US$ 10 bi a despesa com juros dos governos regionais

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O chefe do departamento econômico do Banco Central, Tulio Maciel, disse nesta sexta-feira que a despesa com juros dos governos regionais cresceu em 2012, no acumulado até agosto em relação ao mesmo período de 2011, em cerca de R$ 10 bilhões.

Isso se deveu à alta do IGP-DI, principal indexador da dívida dessas unidades da federação. Já os juros do governo central caíram aproximadamente R$ 22 bilhões na mesma comparação, devido à redução do IPCA e da taxa Selic.

"O IGP-DI está subindo e está subindo bem", afirmou. "Isso foi mais forte recentemente, com a alta de commodities agrícolas." No acumulado do ano, o IGP-DI passou de 3,54% para 6,53%, segundo o BC. Maciel destacou ainda o superávit primário dos governos regionais em agosto superior ao do governo central, situação que classificou como pontual. Disse, no entanto, que isso pode refletir receitas maiores com ICMS, tributo "bastante sensível ao ritmo da atividade".

Projeções

Maciel divulgou nesta sexta-feira as novas projeções para o quadro fiscal ao final do ano. As estimativas anteriores foram informadas em junho. Para a dívida líquida do setor público, a autoridade monetária reduziu a previsão de 35% do Produto Interno Bruto (PIB) para 34,8% do PIB em 2012. No final do ano passado, essa taxa estava em 36,4% do PIB.

Uma série de variáveis interferiu na mudança, de acordo com Maciel, como inflação e PIB, mas a principal foi o dólar, que passou de R$ 1,95 há três meses para R$ 2,00 como valor considerado agora. "Isso ajuda a reduzir a dívida líquida/PIB, pois o País é credor em moeda estrangeira", lembrou.

Para a dívida bruta ao final de 2012, a expectativa passou de 55,8% do PIB para 57,2% do PIB. No fim de 2011, estava em 54,2% do PIB. O chefe de departamento salientou que a dívida bruta absorveu o impacto da necessidade de ajuste de liquidez. "O BC adotou medidas para liberar compulsórios e isso implica em ampliação das operações compromissadas, que entram no cômputo da dívida bruta", disse.

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