Banco Central exclui valor nominal para superávit primário

No Relatório Trimestral de Inflação, autoridade monetária retira o valor nominal da meta e a palavra "cumprimento", além de destacar que a geração do superávit será "em torno" de 3,1% do PIB

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O Banco Central mudou o tom sobre a política fiscal no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado nesta quinta-feira. No documento, o BC afirma que levou em consideração nas suas projeções a geração de uma superávit primário das contas do setor público "em torno" 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB).

Apesar de manter a perspectiva de que o superávit será feito sem ajustes, o BC retirou do documento a frase em que afirmava que considerava o "cumprimento" da meta de R$ 139,8 bilhões (perto de 3,10% do PIB).

No documento, o BC retira o valor nominal da meta e a palavra "cumprimento", além de destacar que a geração do superávit será "em torno" de 3,1%.

Mas mantém a palavra "sem ajustes", conforme os parâmetros constantes na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o que quer dizer o cumprimento da chamada meta cheia, sem o instrumento que permite o abatimento dos investimos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Para 2013, o BC admite como hipótese de trabalho a geração de superávit primário de aproximadamente 3,10% do PIB, sem ajustes, em 2013, conforme parâmetros constantes da LDO de 2013.

Também foi retirado do documento o valor da meta nominal, de R$ 155,9 bilhões, que constava no documento anterior, referente ao trimestre encerrado em junho. Para 2014, admite-se, como hipótese de trabalho, geração de superávit primário de 3,10% do PIB, sem ajustes.

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