IBGE: setor de serviços superou crise de 2008

Em 2010, o setor cresceu 11%, patamar próximo aos 11,4% registrados em 2008, revela Pesquisa Anual de Serviços (PAS)

Carla Falcão - iG Rio de Janeiro |

Depois de amargar um crescimento real de 6,4% na receita operacional líquida de 2009, como reflexo da crise econômica de 2008, o setor brasileiro de serviços registrou, em 2010, uma alta de 11%, patamar próximo ao verificado em 2008, que foi de 11,4%. Os dados são da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) de 2010 divulgada nesta quarta-feira, 26, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2010, as 992.808 empresas pesquisadas obtiveram R$ 869,3 bilhões de receita operacional líquida e empregaram 10,622 milhões de pessoas, com dispêndio de R$ 172,5 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações.

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O principal destaque foi para transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, serviços que acumularam a maior parcela da receita do setor, com 28,9% do total, ou R$ 251,1 bilhões.Em seguida, vieram os serviços de informação e comunicação, com 26,9% do total e R$ 233,5 bilhões de receita; e os serviços profissionais, administrativos e complementares, com receita de R$ 220,8 bilhões, ou 25,4% do total. Juntos, esses segmentos responderam por 81,2% da receita operacional líquida dos serviços no País em 2010.

No segmento de informação e comunicação, a atividade de telecomunicações foi responsável pela maior parcela de receita operacional líquida, com participação de 56,1%. A atividade também se destacou com a maior média de pessoas ocupadas por empresa (44, frente a a10 no segmento), o maior salário médio (6,3 salários mínimos) e a maior produtividade.

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Entre os serviços de transporte, serviços auxiliares de transportes e correio, o transporte rosoviário de passageiros e cargas obteve a maior participação na receita líquida, com 54,5%. Esta atividade, que detém o maior número de empresas do segmento (79,6%), também foiu responsável pela maior massa salarial (52,3% do total) e do pessoal ocupado (66,7%).

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Já nas atividades imobiliárias, a compra, venda e ealuguel de imóveis próprios, com 16.683 empresas (59,4%), gerou R$ 13,7 bilhões de receita (68,8%) e pagou R$ 1,1 bilhão (45%) em salários, retiradas e outras remunerações. 

No segmento de serviços de manutenção e reparação, a atividade de manutenção e reparação de veículos automotores concentrou a maior parte das empresas (56,3%), da receita (50,2%) e da massa salarial (50,8%).

De 2007 a 2010, a receita líquida das empresas de serviços acumulou um crescimento real de 31,6%, sendo que em quatro segmentos a variação acumulada foi superior à média: serviços de manutenção e reparação (63%), atividade imobiliárias (59,8%), serviços prestados principalmente às famílias (44,9%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (44,9%).

Já a variação acumulada da receita bruta das empresas de serviços entre 2007 e 2010 foi de 31,8%. A região Nordeste obteve, no período, a maior alta, com 31,6%, concentrando ainda a maior parte dos estados com variação superior a 33,1%. O Piauí verificou o mais crescimento do País, com uma alta de 50,2%.

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