Policiais gregos dizem que não vão mais reprimir protestos de trabalhadores

Reduções nos salários de policiais e bombeiros, que resultará num salário máximo de 700 euros, fez sindicatos apoiarem manifestações de outros trabalhadores

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Atenas, 20 set (EFE).- Em uma jornada marcada pelos protestos dos agentes contra os novos cortes salariais, a Federação de Sindicatos de Policiais da Grécia anunciou nesta quinta-feira que os funcionários filiados não vão reprimir mais as manifestações dos trabalhadores. "Que não pensem em nos pedir para oprimir as manifestações de outros trabalhadores", declarou hoje o presidente da organização sindical Poasy, Jristos Fotopulos, em declarações ao canal "NET".

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Manifestantes não serão mais reprimidos por policiais gregos, ameaça sindicato

Fotopulos, junto a outros dirigentes dos sindicatos de Policiais, de Bombeiros e da guarda-costeira, liderava um protesto hoje perante a sede do Governo contra os novos cortes salariais previstos pelo Executivo.

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Os agentes que custodiavam o edifício impediram o acesso de seus colegas e, apesar da tensão envolvida, nenhum incidente foi registrado. Isso porque, um membro do gabinete do primeiro-ministro concordou em recebê-los e prometeu uma nova reunião para abordar as reivindicações dos policiais em dez dias.

Segundo os sindicatos das forças da ordem, o Ministério das Finanças propõe redução salarial de 6 a 7,5%, aplicada de forma retroativa desde julho. No entanto, a partir de janeiro de 2013, essa redução poderá ser superior aos 13%. Os sindicatos denunciam que se esses cortes forem aprovados, os agentes terão que trabalhar 50 horas semanais, incluindo turnos noturnos, para conseguir um salário máximo de 700 euros. Há duas semanas, 5 mil trabalhadores dos corpos de segurança se manifestaram em Atenas para protestar contra seus baixos salários. 

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