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IPCA sobe 0,43% em julho e eleva alta em 12 meses a 5,20%, diz IBGE

É a maior alta mensal desde abril passado, quando o avanço foi de 0,64%; em junho, inflação apresentou alta de 0,08%

Reuters |

Valor Online

Reuters

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou a alta ao subir 0,43% em julho, após expansão de 0,08% em junho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. O resultado, o maior mensal desde abril passado (0,64%), veio um pouco acima das expectativas do mercado.

No acumulado de 12 meses até julho, o IPCA avançou 5,20% no mês passado, também acima do esperado e mostrando alta ante os 4,92% de junho. Neste caso, é a maior variação desde março último, quando subiu 5,24%, e se distanciou um pouco mais do centro da meta oficial de inflação, de 4,5%.

MaisInflação do aluguel acelera alta para 1,21% na primeira prévia de agosto

Analistas ouvidos pela Reuters esperavam avanço de 0,38% do indicador no mês passado, acumulando em 12 meses ganho de 5,15%. Para a variação mensal, as projeções ficaram entre 0,30% e 0,45%.

De acordo com o IBGE, os principais responsáveis pelo resultado de julho foram os grupos Despesas Pessoais e Alimentação e Bebidas, que registraram alta mensal de 0,91% cada no período. Os alimentos, acrescentou o órgão, pelo peso que possuem no orçamento das famílias, foram responsáveis por 49 por cento do IPCA no mês.

O movimento acompanha uma série de indicadores recentes que vinham mostrando aceleração nos preços, e corrobora o resultado do IPCA-15, que subiu 0,33% em julho, ante 0,18% no mês anterior, acima das expectativas.

VejaMercado projeta inflação pelo IPCA de 5,53% nos próximos 12 meses

Nesta manhã, por exemplo, foi divulgado que o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) acelerou para uma alta de 1,21% na primeira prévia de agosto, ante elevação de 0,95% no mesmo período de julho, também puxado por alimentos.

Mesmo com a recente pressão nos preços, o mercado continua apostando em mais reduções na Selic --hoje na mínima histórica de 8% ao ano-- para ajudar a ainda cambaleante economia brasileira. Desde agosto passado, o Banco Central já reduziu a taxa básica de juros do país oito vezes seguidas, e os agente econômicos já esperam pelo menos mais dois cortes: um de 0,50 ponto percentual em agosto e outro de 0,25 ponto em outubro.

Para o IPCA, a previsão dos analistas que participam da pesquisa Focus do BC é de que o índice terá neste ano uma alta de 5,00% e em 2013, de 5,50%.

O maior empecilho para uma retomada da atividade econômica brasileira é o desempenho fraco da indústria. A produção do setor subiu apenas 0,2% em junho, abaixo das expectativas.

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