Onde vivem os supermilionários do mundo
Relatório do Boston Consulting Group mostra que número de milionários subiu para 12,6 milhões em 2011; desses, mais de 9 mil têm fortuna superior a US$ 100 milhões
Apesar da crise econômica mundial, o número de milionários do mundo cresceu 0,9% em 2011 e alcançou a marca de 12,6 milhões, de acordo com o relatório "Global Wealth 2012", elaborado pelo Boston Consulting Group. Desse total, mais de 9 mil tinham fortuna superior a US$ 100 milhões.
O levantamento do grupo mostra que, no ano passado, os chamados supermilionários detinham fortuna somada de US$ 7,1 trilhões, o que equivale a 5,8% de toda riqueza privada global em 2011. O valor representa um aumento de 3,6% frente a 2010.
Os Estados Unidos continuam liderando a lista de países onde moram os supermilionários, reunindo quase um terço do total de pessoas com fortuna superior a US$ 100 milhões. Em seguida vêm Reino Unido e Alemanha. Confira a lista completa abaixo:
Quando a relação é ampliada para incluir todos os milionários, os EUA permanecem à frente dos demais, mas a segunda posição passa a ser ocupada pelo Japão e a terceira, pela China.
Por região, a América do Norte reúne o maior número de milionários do mundo, embora a riqueza somada deles tenha diminuído 0,9% em 2011, para US$ 38 trilhões. A Europa Ocidental, em segundo lugar, também viu a fortuna dos milionários cair, desta vez 0,4%, a US$ 33,5 trilhões. Já a América Latina registrou aumento de 10,6% na riqueza particular no ano passado, a US$ 3,5 trilhões.
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Embora o número de milionários tenha caído tido redução de 182 mil na soma de EUA e Japão, globalmente o número cresceu em 175 mil por causa do crescimento dos milionários em países em desenvolvimento, particularmente na China e na Índia, segundo o relatório.
Para elaborar o estudo, o Boston Consulting Group considerou como riqueza dinheiro e depósitos, ativos em fundos de investimento, títulos detidos direta ou indiretamente em investimentos, além de outros ativos onshore e offshore. O grupo não considerou negócios próprios dos investidores, imóveis e bens de luxo. A amostra analisada compreende 63 mercados que representam mais de 98% do PIB global.