Consórcio de Belo Monte vai à Justiça contra greve

De acordo com companhia, reivindicações ocorrem fora da data-base da categoria; operários exigem melhores condições de trabalho nos canteiros de obras da usina

Reuters |

O Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) buscará medidas judiciais para o encerramento da greve de trabalhadores nas obras da usina hidrelétrica iniciada nesta segunda-feira, informou por meio de nota.

Leia também: Trabalhadores iniciam greve nos canteiros de Belo Monte

A greve foi iniciada diante do não atendimento por parte do consórcio em relação às revindicações dos trabalhadores sobre a redução do tempo entre os recessos para visitar as famílias (baixada) e o aumento do vale alimentação de 95 reais para cerca de 300 reais.

O CCBM informa que as reivindicações ocorreram fora da data-base da categoria, "e em plena vigência de Acordo Coletivo de Trabalho válido até outubro de 2012".

O Consórcio acrescentou que segue "aberto ao diálogo com seus trabalhadores".

Cerca de 7 mil contratados trabalham atualmente nas cinco frente de obras da usina, além de outros 2 mil terceirizados, informou o CCBM, acrescentando que ainda não é possível confirmar quantos aderiram à greve.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Pesada (Sintrapav) organizou ainda um bloqueio no travessão 27 da Transamazônica, segundo informou o diretor Roginel Gobbo, à Reuters. O local permite o acesso às unidades de obra Sítio Pimental e Canais e Diques.

"Os ônibus dos trabalhadores de serviços essenciais foram liberados", disse Gobbo sobre os operários que atuam na manutenção de serviços básicos na usina, que seriam cerca de 800.

Os trabalhadores da usina haviam iniciado a paralisação no final de março, mas aceitaram retomar as atividades para que a pauta de reivindicações fosse avaliada pelo Consórcio Construtor.

Na semana passada, após não acordarem sobre todos os temas, o Sintrapav notificou os empreededores sobre o início da greve.

A usina hidrelétrica Belo Monte está sendo construída no rio Xingu, em Altamira (PA), e terá pouco mais de 11 mil megawatts (MW) de potência instalada quando estiver concluída. A entrada em operação está prevista para 2015.

A empresa Norte Energia é responsável pela usina e tem entre os acionistas Eletrobras, Cemig e Light, além de Neonergia, Petros, Funcef, entre outras.

 

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