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O jornal Washington Times publicou um editorial em que ataca os planos de quem produz etanol nos Estados Unidos e, por tabela, no Brasil. O texto critica o fato de a Agência de Proteção Ambiental (EPA) desejar que os americanos coloquem mais etanol de milho no tanque de combustível nos próximos meses.

O jornal Washington Times publicou um editorial em que ataca os planos de quem produz etanol nos Estados Unidos e, por tabela, no Brasil. O texto critica o fato de a Agência de Proteção Ambiental (EPA) desejar que os americanos coloquem mais etanol de milho no tanque de combustível nos próximos meses. "Isso custará bem mais caro do que se imagina", diz o jornal. A agência, segundo o Washington Times, deverá aprovar o pedido de um grupo de 52 produtores de etanol para aumentar as atuais exigências de adição de etanol na gasolina de 10% para 15%. Ainda de acordo com o editorial, a mudança significará mais bilhões em subsídios às companhias que produzem o milho e o transformam em etanol. Para os americanos comuns, o resultado será um considerável aumento do preço do combustível e dos alimentos, avalia a publicação. O jornal explica o motivo da contrariedade sem economizar nas críticas. "Está na hora de acabar com essa desavergonhada benesse das companhias. Em 2007, parlamentares apoiaram o governo Bush que autorizava por meio um decreto governamental a venda anual de 36 bilhões de galões (um galão = 3,8 litros) de etanol até 2022". Para cumprir metas tão ambiciosas, diz o jornal, a EPA não teve outra escolha senão aprovar a mistura de 15% de etanol ao combustível. Os promotores do projeto afirmam que, obrigando os americanos a usar esse combustível renovável, será possível reduzir a dependência do petróleo do Oriente Médio, com a vantagem de um ar mais limpo. Porém, diz o texto, é bem provável que eles queiram colocar as mãos nos US$ 16 bilhões anuais do incentivo fiscal de US$ 0,45 o galão que favorecerá a mistura. Benefícios. Os benefícios não seriam tão grandes. Segundo a EPA, a redução das importações resultaria em benefícios de US$ 3,7 bilhões com a garantia dos fornecimentos de energia, mediante o gasto de US$ 18 bilhões de aumento dos custos do combustível até 2022. Os testes ambientais se mostraram inconclusivos, porque certos tipos de poluentes aumentam quando aumenta a proporção de etanol. Para a publicação americana, "as credenciais ambientais do etanol são ainda mais frágeis, dada a sua ineficiência como combustível". "Uma maior concentração de etanol reduzirá em geral em 5,3% a milhagem da gasolina nos carros dos EUA." Na argumentação do Washington Times, além do custo na bomba, as contas dos reparos subirão porque os motores não projetados para funcionar com 15% de etanol ficarão mais fracos e sofrerão mais desgaste. Como as garantias dos veículos excluem danos provocados pelo uso de combustíveis não aprovados, o custo adicional do desperdício recairá sobre os motoristas. O mesmo problema atinge os postos de gasolina. O custo da substituição dos equipamentos tradicionais por outros totalmente novos mais uma vez será repassado ao consumidor. Não existe justificativa ambiental ou o que quer que seja para esse plano intervencionista, diz o Washington Times. Com a economia enfraquecida, os consumidores não têm mais condições de financiar o lobby agrícola. A EPA deveria rejeitar a exigência de 15% de etanol e o Congresso deveria mandar os que procuram os subsídios ao milho para outro lugar, repudiando os subsídios ao etanol.
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