Na contramão de seu partido e da grande maioria dos deputados na sessão da noite de terça-feira na Câmara, Félix Mendonça (DEM-BA) votou contra a extinção do fator previdenciário no cálculo das aposentadorias. Foi o único voto destoante entre os 46 colegas do DEM que participaram da sessão.

Na contramão de seu partido e da grande maioria dos deputados na sessão da noite de terça-feira na Câmara, Félix Mendonça (DEM-BA) votou contra a extinção do fator previdenciário no cálculo das aposentadorias. Foi o único voto destoante entre os 46 colegas do DEM que participaram da sessão. Em seu sexto mandato como deputado federal, Mendonça tem 82 anos de idade, é engenheiro aposentado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), e não disputará mais as eleições. Esse fato, afirma, não influencia seus votos na Câmara. <b>Por que o sr. votou contra o fim do fator previdenciário? </b> O fator previdenciário é uma forma de criar uma sustentabilidade para a Previdência Social, que anda permanentemente em crise. Além da sustentabilidade, a regra, em vez de prejudicar o aposentado, favorece o aposentado, porque exclui os que ainda têm idade para trabalhar. Esse foi o princípio do fator previdenciário, evitar a aposentadoria de pessoas com idade de trabalhar. <b>Por que o sr. foi contra a maré do próprio partido?</b> Paciência (sobre o partido). Votei com a minha consciência. O meu entendimento é que, se ampliar demais a base, prejudica o aposentado que realmente merece se aposentar. <b>Não teme perder votos? </b> Não voto por isso, não. Voto com a minha consciência. <b>É que o parlamentar que vota pelo fim do fator previdenciário teme ficar mal com o eleitor.</b> O eleitor, a cada dia que passa, está mais consciente. Ele sabe que isso é contra a aposentadoria precoce e beneficia os aposentados. <b>Então como explica o fato de o PSDB e o DEM, que sustentavam o governo que criou o fator previdenciário, votarem contra?</b> É o momento de pressão. Mas a pressão não é do aposentado, que não terá vantagem com o fim do fator. Ao contrário, a regra favorece o aposentado normal e não beneficia aposentadorias esdrúxulas, aos 40 anos, como tinha antigamente. <i>As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.</i>

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