Tamanho do texto

O estadão.com.

O estadão.com.br e o jornal O Estado de S. Paulo acabam de lançar um aplicativo para iPad, o tablet da Apple que começou a ser vendido sábado nos Estados Unidos. Pela novidade - o único aplicativo de jornal brasileiro feito especialmente para o iPad -, o leitor que tiver o aparelho já poderá acompanhar as principais notícias das versões online e impressa gratuitamente. "O iPad é o início de um movimento sem volta, na direção certa, e temos orgulho de fazer parte do lançamento", diz Silvio Genesini, diretor-presidente do Grupo Estado. "Não vemos o iPad como uma solução final, mas como o início de um processo que vai evoluir muito." Segundo o diretor de produtos digitais do Grupo Estado, Nicholas Serrano, a ideia do lançamento simultâneo do aplicativo com o tablet é testar as possibilidades. "Essa é a primeira versão, que precisou ser desenvolvida em um tempo muito curto para atendermos à data limite da Apple. Desde que entregamos o aplicativo, já estamos desenvolvendo a segunda versão para ser lançada em poucas semanas." Pedro Doria, editor-chefe de Conteúdos Digitais do Grupo Estado, afirma que ser o primeiro veículo brasileiro com software para o iPad reforça o momento de pioneirismo do grupo nas mídias sociais. "O iPad promete unir a frequência do noticiário digital com a beleza da diagramação no papel", aponta Doria. "Estamos muito fascinados em experimentar novas mídias, novas maneiras de contar histórias." Na versão do aplicativo que já está disponível - e que pode ser baixada pela Apple Store -, é possível acompanhar as principais notícias destacadas na página principal do estadão.com.br, notícias mais importantes de cada editoria e conteúdo selecionado da edição impressa do jornal. Também é possível acessar a previsão do tempo, condições do trânsito e cotações financeiras. A próxima versão trará mais possibilidades de interação, como fazer comentários, marcar conteúdo como favorito, indicar conteúdos aos amigos por meio de ferramentas sociais, além de um canal de conversa com os editores do estadão.com.br. Em alguns meses, deve vir ainda uma versão adaptada com o conteúdo impresso. "Estamos tendo um cuidado especial com a lógica de edição para o iPad. A ideia é unir os conteúdos da versão impressa com a versão online, integrando textos, fotos e vídeos, além de permitir compartilhamento entre Twitter, Facebook e Orkut." Serrano afirma que o Grupo Estado vê o iPad com otimismo. "Vemos o iPad como uma plataforma que permite muito mais possibilidades do que outros e-readers. O grande diferencial é que o iPad permite a convergência multimídia, além de possuir tela colorida, com possibilidades de vídeo e áudio." Vendas. A Apple informou ontem que vendeu mais de 300 mil unidades do iPad no sábado, o dia do lançamento do aparelho nos Estados Unidos. O número inclui encomendas que foram entregues ou retiradas no sábado. As vendas alcançaram a estimativa de alguns analistas, mas eles ressaltam, no entanto, que a Apple ainda precisa provar que consegue vender seu tablet para um público maior que o formado pelos entusiastas por tecnologia. De acordo com o analista Gene Munster, do banco Piper Jaffray, as vendas do iPad no dia de estreia ficaram acima das do iPhone, lançado em 2007. Ele prevê que a Apple deve vender 1,3 milhão de iPads neste trimestre. <b>Novidade digital </b> Tablet A Apple começou a vender no sábado, nos Estados Unidos, o iPad, que é um equipamento intermediário entre um celular inteligente (smartphone) e um computador portátil. O modelo colocado à venda tem preço a partir de US$ 499, e conexão sem fio com tecnologia Wi-Fi. Uma outra versão, que se conecta à rede celular de terceira geração (3G), ainda não está no mercado. O equipamento pesa 680 gramas e não tem teclado de verdade, somente virtual. Lançamento Ainda não existe previsão de lançamento no Brasil. Os próximos países a receberem o equipamento são Alemanha, Austrália, Canadá, Espanha, França, Itália, Japão, Reino Unido e Suíça, no final deste mês. Aplicativos Segundo a Apple, os usuários do iPad baixaram mais de um milhão de aplicativos e mais de 250 mil livros eletrônicos no sábado. O equipamento foi desenhado para acessar conteúdos de todos os tipos, incluindo games, vídeos, fotografias, livros eletrônicos e revistas. O iPad chegou como um concorrente importante do Kindle, leitor eletrônico da Amazon. O Kindle não tem tela colorida ou sensível ao toque e não serve para ver vídeos. <i>As informações são de O Estado de S. Paulo</i>
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.